Veja se estou vivo em sua mente! http://www.quizyourfriends.com/take-quiz.php?id=1202121720192027&a=1&

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Irmandade

Eu desconheço o valor da irmandade. E minto.
Eu desconhecia.
Agora não mais. As coisas certas foram colocadas de modo curioso. Por que um desejo absurdo de ter irmãos sempre habitou meu peito? Pela perda de um, talvez. Mas nunca soube, minha resposta chegou de outro modo, e que modo fantástico! Me vi rodeado de irmandade. Irmãos.
No mais puro sentido que uma palavra pode ter, aquilo que ela realmente significa com todas as suas letras.
Irmãos.
Irmãos que não tive e formavam uma cratera profunda no meu peito.
Falta de irmandade.
E tudo muda.
Uma vida alterada no desejo ardente de consumir todas as minhas angústias de dezenove anos em algumas conversas. Sessões, seria o termo mais correto. Como é bom ter irmãos! Não um. Não dois. Mas o que foi dado!
Não dá pra entender com tanta facilidade quando você assiste à um episódio do teatro da vida nas confortáveis e fétidas poltronas da platéia e não no duro palco. Só que o palco pode ser forrado com macios tapetes, em determinados atos que participamos, é claro.
E todo o sentimento aflora e eu seguro. Mas aflora. Como um grande turbilhão dilacerando todas as minhas entranhas que encontra pela frente; e sinto carinho, e sinto vontade de conversar, e bate a saudade da companhia, e me satisfaço em compartilhar, e sinto ciúmes, e a alegria fica estampada no sorriso. E amor. Incondicional e independente. Amor cultivado por dezenove anos por irmãos que por rédeas curtas fui obrigado a não ter e que por razões que desconheço estavam “mais perto que eu imaginava”. E tudo aflora!
Fácil de perceber que a cada dia me sinto ainda mais ligado à eles, à cada conversa, à cada encontro; me sinto contente. A palavra.
Então acabo pensando em todo o tempo que passamos longe um dos outros sem saber ao menos um pouco ou nada sobre a vida paralela. E penso.
Penso.
Penso.
Minha cabeça dói pois não consigo entender como uma coisa dessas pode se rasgar com tanta violência e ser costurada depois de todo esse tempo! Incrível!
Finalmente, eu penso um pouco mais, só um pouco mais e percebo que não há resposta a ser dita. Ela mesma já mostrou sua face. Aprendi a lição forjada em minha pele à ferro quente: Irmandade. Aprendi e agora rio disso. Eu aprendi.
O valor da irmandade.

Dedicado aos meus irmãos Antonio, Tito e Victor.

"“You know love may sometimes make you cry, so let the tears go, they will flow away, for you know love will always let you fly – how far a heart can fly away.”
Amarantine - Enya

2 comentários:

  1. Fiquei um tanto comovido, como todos por aqui. Obrigado irmão, em nome de toda a "irmandade" :)
    ótimo poema, muito bonito mesmo.

    ResponderExcluir
  2. O que dizer da tua tão distinta e singular verve literaria meu amado Irmão?
    Com quais palavras poderia eu, retribuir tamanha afeição? sem serem: Muito Obrigado?
    que nossa irmandade prospere Irmão querido!
    e Parabens pelo Poema meu querido rsrs...

    ResponderExcluir