Sabe, nunca viajei às mais escuras profundezas das palavras por medo de saber que monstros habitam o íntimo humano da dor e da humilhação, ou que flores de doce aroma brotam nas encostas rochosas da culpa e punição. O quão escuro e penetrável tornou-se o meu interior incrustrado de falsas jóias em estado bruto. Talvez eu não passe de uma concha de mares profundos, ou a alga dançante das ondas... Nunca aprenderei a voar, mas teria prazer em fazê-lo, se fosse coberto de penas e então, quem sabe, eu cumpriria o roteiro do meu mais terrível pesadelo.
Ah!, o topo do penhasco, a infinita descida que leva à morte instantânea.
Sempre tenho dois caminhos; escadas e montanha.
Descer íngremes degraus, pé por pé, não faz o meu estilo.
Prefiro me jogar de uma só vez.
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