Veja se estou vivo em sua mente! http://www.quizyourfriends.com/take-quiz.php?id=1202121720192027&a=1&

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Já está tarde

Hoje vi uma garota usando um chapéu branco. Ele se encaixava perfeitamente naquela cabeça diminuta, era de um branco leitoso, enfeitado com uma fita lilás, toda florida.
Ela andava com movimentos duros, olhar fixo no chão e expressão fechada; por isso, talvez, o calor aparecia na sua pele.
Ela em chamou a atenção... Eu nunca tinha visto uma garota com chapéu.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Shadowboxer


You made me a shadowboxer, baby
I want to be ready for what you do
I've been swinging around me
Cause I don't know when you're gonna make your move..

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vingança na neve

Hoje soa tão doce quanto ferro, pois esse teu ar de tristeza só aumenta a minha dor.
É refino, óleo sintético para minha falta de vergonha.
Até da terra manchada de sangue podem nascer flores brancas.
Shura no hana.

domingo, 5 de agosto de 2012

Vejo sangue na tv

Hoje, e somente hoje, vou fazer um relato aberto, nu e cru, sobre uma experiência.
Ou tortura.
Estávamos sentados no sofá, assistindo tv, corriqueiro; e veio como um trovão:
"O RETRATO DA HOMOFOBIA NO BRASIL" - gelei.
Disfarcei e continuei olhando para a tv, e lá vem logo de cara:
"A maioria dos casos de agressões físicas e verbais contra os homossexuais acontecem dentro de casa, sejam pais, irmãos ou avós [...]".
Doeu ouvir isso, doeu tanto saber que outras pessoas passaram pelo que passei, me deu vontade de abraça-los ou abraça-las e dizer que entendo e sei o que passaram, como é difícil e que levantar a cabeça e cuidar de si mesmo é bastante importante.
Mas... Agora eu estou chateado ao lembrar deles levantando do sofá e fugindo daquela voz digital que martelava cada vez mais alto.

Eu gostaria de dar um depoimento, se vocês querem saber.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Desistir

Eu sinto que não poderei aguentar por mais tempo, não por mais uma dessas crises.
Eu estou numa pequena crise hoje, e não é brincadeira; eu vi 5 anos serem jogados no lixo.
Foram quase que completamente lixo.
E eu estou aqui, atrasado, justamente porque não consigo fazer o mesmo que faz todo mundo.
Não sou bom, não sou bom em quase nada.
Eu nem sei no que eu sou bom em fazer!
O QUE EU SEI FAZER?!

"No, it's not going to stop till you wise up. No, it's not going to stop, so just give up."
Wise Up - Aimee Mann

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Além do que se vê

Eu pensei tão seriamente quanto um adulto e agi tão levianamente quanto um adolescente que ainda cheira à fraldas antialérgicas, mas como fui original e eu mesmo! Ah, estranho mesmo é você aí; não vem com esse papo, vou fingir que nem te vi. Fiquei tão na dúvida que chego a duvidar se realmente é dúvida ou medo de pensar. Complicou? Aqui também, li e reli umas três vezes. Eu leio devagar mas penso mais rápido, mas eu respondo devagar, pra ser sincero comigo mesmo e não mais mentir para a minha própria mente, mas eu ainda estou com uma dúvida: O que fazer? Aprender?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Como um tolo magoado, perdido e cego


Finalmente;
Acabou toda a história.
Acabou todo o sofrimento.
Acabou toda a mentira.
Cansei de fantasiar uma vida perfeita que existia nos meus planos.
Cansei, de uma vez por todas, de lembrar como a infância foi difícil.
Achei que fosse passar, achei que fosse passageiro; mas não passou.
Foi difícil crescer sem saber quem eu era e, quando achei que tinha descoberto, pensei:
“Eu sou?”
Se eu for, ninguém vai saber, não darei uma só brecha – nada.
Eu tive medo.
Eu tive medo de ser julgado pelas pessoas, pelos meus amigos, por Deus.
Eu não tive ninguém para me abraçar e dizer que tudo ficaria bem.
Mas não consegui, era mais forte que a minha própria força de vontade – era eu.
Não consegui me esconder, eu juro, eu juro que eu tentei de tudo.
Então eu passei a me aceitar como eu era, e a vida pareceu ficar mais fácil que antes, pois eu estava começando a entender como é estar pleno consigo mesmo. E foi descobrindo isso que eu, mais uma vez, me desapontei quando descobri, também, que as pessoas não entendiam o que se passava comigo. Não entendiam o que significava essa minha transformação e eu percebi que eu poderia ser detestado.
Mas não adiantou, não adiantou.
Eu passei a procurar alguma referência, algum modelo, mas não encontrei.
A única coisa que vi foi a escuridão, então decidi ficar recluso.
Fiquei recluso por anos, ainda preso na dúvida que devorava o meu corpo.
Hoje eu vivo no meio-fio, entre a vida solitária da minha floresta encantada e a vida que construí fora dela.
Hoje eu posso dizer que eu dou valor a mim mesmo.
Hoje eu quero dizer que eu amo a mim mesmo.
Queria me desculpar a mim mesmo por ter sido tão ignorante e não ter visto que eu sou tão igual aos outros quanto os outros são iguais a mim.
Hoje eu sei quem eu sou e, acima de tudo, tenho orgulho disso.
Já não me importo se eu não tive um modelo a seguir, pois assim eu sei que eu fui e sou eu mesmo o tempo todo.
E, sendo assim, eu continuarei sendo quem sou.
Considerando isso, hoje eu me conheço, hoje sei quem eu sou.
E sei que assumir, de uma vez por todas, a minha natureza sexual a mim mesmo foi a maior decisão que tomei até hoje.
Finalmente.

Ah!, não, acabei falando demais...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Natureza sexual


É estranho ser mudo.
Cada vez mais estranho; é como me sinto quando sinto que eu quero falar cada vez menos, sinto que as palavras não querem sair. Mas eu quero conversar - quero falar sobre mim e gostaria que dissessem como são.


O espelho. Primeiro objeto que eu vejo quando abro os olhos.
Já não suporto olhar para você - enxergar no que me tornei. Ver o que eu me tornei.

Foi mais um dia em que eu agradeceria se me surpreendessem com uma bela batida na cabeça, assim, quem sabe, eu dormiria com meus sonhos mais escuros e me desvencilharia do que sei, do que suponho e do que temo.

"Gasping, dying... But somehow still alive"
Well I Wonder - The Smiths

domingo, 15 de abril de 2012

Conto: A Invasão


Acordei como todos os dias, com uma tremenda dor nas costas. Eu nunca consegui entender como e porque eu acordo dolorido e com a sensação de que não estive dormindo, apenas anestesiado.
Fui colocar as coisas dentro da mochila para sair e não me esqueci dos cadernos de anotações, uma caneta preta, minha flauta, a câmera e, por algum motivo, eu peguei a minha lanterna.
Celular no bolso, mochila nas costas e parti para aproveitar o meu sábado de tarde clara.
Fui até a cidade vizinha, andei por todas as ruas que consegui até que percebi as nuvens se tornando cada vez mais escuras e ameaçadoras, então, fui embora.
Já à noite e na cidade, encontrei meu amigo numa praça e subimos juntos ao supermercado, para comer e fugir da chuva que vinha sem piedade.
A chuva começou a cair fraca, no começo, e aumentou gradativamente – então meu amigo foi embora, pois seu pai veio o buscar no mercado e eu esperei a chuva passar para, enfim, ir embora. Mas ela não dava trégua, as rajadas de vento ficavam cada vez mais fortes e a água machucava os corajosos que se aventuravam a céu aberto.
Todos nós, uma multidão de desconhecidos, apertados uns contra os outros no hall desse mercado e então que tudo de apagou, e fez-se silêncio absoluto.
Luz! Voltou, e junto dela as vozes e o alarme, alto e em bom som – algo não está certo.
A chuva ainda martelava o telhado quando a luz dos postes também foi voltando aos poucos, e também quando tudo ficou escuro mais uma vez.
Houve silêncio, tumular, seguido de um grande estrondo no transformador de um poste.
Clarão, no céu, na rua, no mercado – todos hipnotizados – e depois gritaria e correria para dentro do mercado, no mesmo momento em que fui empurrado para fora com mais algumas pessoas. Corremos e acabamos ficando na linha de frente das dezenas de pessoas com expressões apavoradas.
As luzes dos geradores se acenderam e, ao olhar para trás, vi a multidão de olhos arregalados e crianças que choravam, como se fosse a fila do abatedouro e pressentíssemos o fim da linha. E então as luzes voltaram.
O caos instaurou-se na cidade: Estávamos com postes sem luz, áreas inteiras da cidade na completa escuridão e, como se não bastasse, os semáforos pararam, causando um caos no trânsito em frente ao lugar onde estávamos.
Relatei cada acontecimento ao meu amigo, enviando mensagens com o celular, que perdia o sinal com ainda mais facilidade.
Liguei para o meu pai.
“Pai? Onde [...] stá?”
“Em ca [...] você?”
“No mercado, na [...] alta [...] cidade. Está tudo [...] aí?”
“Si [...] O sinal est [...] ruim [...] Me liga se [...]”
A ligação caiu.
E a energia também, breu total.
O mercado tinha um gerador de energia, mas que também não funcionou.
Passaram-se pesarosos minutos até que caímos na real que a energia não voltaria, avisei meu amigo sobre o que estava se passando, mas ele não me respondeu.
Aos poucos, a cidade foi ficando quieta e a chuva foi passando, sabíamos disso porque o barulho já estava fraco e baixo; então me lembrei da lanterna, mas não a peguei.
Um carro passou pelo mercado com uma grande lanterna apontando para os postes e mirou em nós – ficamos ofuscados.
“Está tudo bem aí? Alguém está passando mal ou está precisando de ajuda?”, perguntou uma voz masculina.
“Não, aqui está tudo ok.”, respondeu um senhor.
E o carro se foi.
Uma criança choramingou no colo do pai: “Eu quero a mamãe...”. E ele nada fez além de beijar-lhe a testa e dizer: “Vai ficar tudo bem, meu amor, o papai está aqui.”
Esperamos em silêncio, interrompidos apenas por um som parecido com um zumbido, vinha de cima de nós e alguém disse que poderia ser apenas o gerador do mercado tentando fornecer energia.
A lanterna veio em nossa direção novamente. “Talvez esteja trazendo ajuda”, pensei.
E ela se aproximou mais, e mais. Parou na nossa frente, com aquele brilho fazendo doer os olhos.
Houve um grande estalo – e gritos.
Todos gritavam e corriam, enquanto homens desciam do carro e vinham até nós.
Corri para fora, até a escuridão e corri o quanto pude, tropeçando em coisas, caindo e voltando a correr e, numa dessas corridas cegas, colidi com uma árvore e senti uma dor lancinante no nariz e o gosto do sangue na boca – quebrei meu nariz, mas não parei de correr.
Eu já não sabia onde estava, havia perdido os meus óculos; e então saquei a lanterna e liguei.
Preferia não tê-lo feito.
A rua estava vazia, exceto por pessoas caídas, desacordadas, com expressões de terror na face. Ouvi passos, e corri.
Lanterna na mão, larguei a mochila na corrida e desci uma rua que eu não sabia para onde ia; chorei de desespero mas isso só dificultou minhas visão já limitada.
Parei em um cruzamento, e os gritos e passos ecoavam por onde quer que eu fosse.
“Lá, peguem ele!”, ouvi.
Corri mais e gritei por ajuda, não havia mais som a não ser daqueles que me perseguiam covardemente na escuridão.
Foi o término da corrida quando me alcançaram pela lateral, num ataque bem planejado.
Cai no chão, a lanterna voou para longe, me debati e tentei me soltar, mas sem êxito – me seguravam na escuridão. Então aquela mão gelada beijou meu rosto e não me lembro de absolutamente mais nada... Apenas de acordar com uma mulher me chacoalhando e gritando para que eu acordasse.
Quando a vi, ela estava com uma expressão de choque no rosto e dizia: “Vamos, levante rápido! Eles vão voltar, levante-se, vamos!”.
Sem pensar corri com ela até um bosque e nos escondemos por dias a fio, até que as pessoas começaram a acordar desse pesadelo estranho e sem explicação.
Recomeçamos a vida, devagar e ainda apavorados por tudo que aconteceu.
Ninguém sabe o que houve.
Não há sinais, não há marcas, não há nada.
Apenas a dúvida do que se passou naquela noite macabra.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Venus as a boy

Fico absorto pela maneira da qual você me olha com esses olhos ardendo em chamas. De desejo.
Sinto sua boca se retorcer ao me ver e posso sentir, mas em mim, a pressão dos seus dedos gelados na minha pele sensível.
Tua cabeça vêm até a minha mão certeira e inclina à mim esses brilhantes olhos cinzas; abro-me à você.
Seus lábios nos meus, sua pele na minha e perco meus dedos nos pelos do seu rosto. E é assim que sinto o tempo parar no sonho que passa devagar em minha lembrança, me fazendo perder o fôlego à cada quadro desse filme inacabado.
Deixo meu corpo ir até o seu, tentando, em vão, absorver um ao outro - me encaixo melhor nos calafrios.
Aperto-lhe contra mim mesmo e suas mãos me apertam para você; você me quer e eu te inspiro.
Agora, e somente agora, te inspiro para dentro do meu corpo cansado de lutar contra o seu e seu íntimo dança lado a lado ao meu, de mãos dadas, ligados dos pés à cintura.
Sua respiração ecoa dentro da minha cabeça - ofegante na corrida dos lábios - e devoro-o como nunca o fiz e, tão intenso, seus dedos agarram-me brutalmente, me puxando de um mergulho sem ar.
Você me mostrou grandes dunas claras, lisas como seda e quentes como areia sob o sol e, ao presenciar tal cena, toco suas costas de cima abaixo e agarro-lhe como se fossem gêmeos que deveriam ser um só. Empurro meu corpo contra o seu e seu calor me faz querer chegar ainda mais perto para ver que o seu suor salgado excita os meus sonhos mais tranquilos.
Agora eu sou você e meu grito é a sua voz.
Experimento da sua presença etérea e dou à você tudo o que me mantém.
Flutuo com você - por você.
Me olha com carinho enquanto me carrega nos braços, até o chão frio, para te olhar de baixo.
Ao seu lado, vejo apenas constelações e o céu, escuro.
Levanto a mão para acariciar seus cabelos e sorrir para o seu sorriso.
Tua cabeça no meu peito, minha mãos explorando seu corpo.
Sua boca no meu ombro.
Minha boca na sua orelha:
"Se afogue em mim pela última vez."

"His wicked sense of humour suggest exciting sex."
Venus as a Boy - Björk

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sou um Anti-Herói

Eu sinto medo da maturidade, o medo de envelhecer e de tudo acabar ficando para trás.
Mas "tudo" é tão vago; coisas vão e coisas vem, pessoas vão e pessoas vem... Mas eu sinto medo.
Onde eu estarei?
Me sinto triste em pensar no que me tornei; eu poderia ter feito tudo melhor.
Mas eu dou o meu melhor - pra ver minha marca na vida e a vida marcar meu corpo.
Quanto tempo se passou desde que eu deixei minha forma preferida para trás, mudei tanto. O tempo me pegou de jeito, forte e sem pudor; pensei que não fosse aguentar!
Mas pelo contrário, me mostrei forte, merecedor do meu símbolo mal-interpretado de força bruta e de vontade.
Só que hoje eu estou entregando meu escudo e baixando as minhas armas, sou um ato pacífico.
Não quero guerras, brigas, discussões... Nem lágrimas.
Apenas paz... Paz...
Estou procurando-a à esmo, no escuro, tateando essas paredes lisas pelo musgo incrustado das lembranças que um dia habitaram você e à mim; estou disposto a passar por suas lembranças e absorvê-las por completo.
Mas vou ainda amar, mesmo que entre o musgo haja alguma criatura - ou força - que o faça ter vontade de deitar novamente sobre a maciez encharcada de saudade daquilo que que te agarra o peito.
Ainda que eu tenha que partir e caminhar sozinho até a saída ofuscante dessa caverna escura, talvez escorregando e caindo, vez ou outra, na pedra dura - mas ainda assim eu vou me levantar para um próximo tombo.
Talvez eu quebre algum osso, mas nunca vou saber qual foi, pois o estalo é o mesmo e eu não vou me importar.
Só que... Eu só te peço uma última coisa.
Nunca se esqueça, nem por um minuto, que eu vou estar na entrada e não ousarei por os pés na areia quente.
Eu nunca saio.

E amar é mais que ser feliz, é ver feliz.
Eu posso escrever coisas maravilhosas e egocêntricas, mas eu nunca aprendi a ler.
Eu posso me vestir como um imperador, mas eu nunca vou aprender a me sentar à mesa.
Eu posso tecer redes de pesca, mas eu nunca aprendi a voar.
Então, me escute, eu posso fazer muitas coisas.

Assim como a história do menino solitário da floresta encantada que atravessou todos os mares só porque ele te ama.
Eu posso tentar te fazer feliz, nem que isso custe a minha própria felicidade...


"Se cada um é uma assassino sem coração, esperando pra rir dentro de um camburão com sangue nas mãos."
Delinquentes Belos, Violins

sexta-feira, 30 de março de 2012

Peito

Pensei que, talvez, hoje eu não fosse acordar do meu doce sonho.
Tanto vento, tão frio...
Plástico-realidade sobre a minha pele nua, carrega-me no colo, noite.
O som, bela música, canto belo mesmo é poder ler tuas palavras.
Me pegou de surpresa, e gostei.
Frustrado - foi assim que me senti.
Sinta-me mais uma vez, que seja pela última vez.
Sinto-me absorto por míseros segundos!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Frustração

"Show me the way through the Mountains
The Knowledge we need to remain
Are we going insane? Or are we all the same?
Why have you forsaken us this way?"

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A árvore da encosta

Sabe, nunca viajei às mais escuras profundezas das palavras por medo de saber que monstros habitam o íntimo humano da dor e da humilhação, ou que flores de doce aroma brotam nas encostas rochosas da culpa e punição. O quão escuro e penetrável tornou-se o meu interior incrustrado de falsas jóias em estado bruto. Talvez eu não passe de uma concha de mares profundos, ou a alga dançante das ondas... Nunca aprenderei a voar, mas teria prazer em fazê-lo, se fosse coberto de penas e então, quem sabe, eu cumpriria o roteiro do meu mais terrível pesadelo.
Ah!, o topo do penhasco, a infinita descida que leva à morte instantânea.
Sempre tenho dois caminhos; escadas e montanha.
Descer íngremes degraus, pé por pé, não faz o meu estilo.
Prefiro me jogar de uma só vez.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Insanidade da Guerra

“Agora vejo apenas as montanhas sem fim e sei que elas um dia existiram antes da guerra.
Já não há mais música para se cantar.
Todos se foram com as balas.
E sobrou a mim...
Onde mesmo há justiça?
Fecho os olhos, lembro-me de quando a grama verde reluzia à luz do sol da manhã, mas o que vejo no meu caminho é o sangue da batalha brilhando como rubis no fundo de um rio.
Os gritos desesperados dos disparos... São implacáveis ao me perseguir todas as noites!
Não, não me lembro de uma melodia sequer...
... A não ser a melodia estrondosa dos canhões flamejantes.
Procurei tanto e não encontro a beleza pálida que tinha o luar.
Hoje palidez apenas me faz lembrar dos meus companheiros mortos.
Dor.
Hoje eu só tenho a realidade negra da solidão.
Mais uma vez, talvez só por essa vez, a noite cai sobre a minha mente perturbadora.
E vem da garganta o grito ao riso desesperado.
Mais uma vez, mais uma noite, onde acordo num sobressalto de lágrimas e suplícios.
Procuro por todos os lados pelos gritos assustados de ajuda; então eu me desarmo.
E choro.
Hoje, e pela última vez, ouvirei o chamado dos disparos.
E nunca ele soou com tamanha realidade dentro da minha cabeça.

Olhe só, ouço os passos dos meus amigos vindo ao meu encontro...”

05 de Setembro de 2011

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Irmão de alma

"Doravante só resta saudade
O tempo escorre e não volta
Ultimamente
Grande pilar que me sustenta
Longe agora mas nunca distante
Agradeço-te por tudo, irmão
Sempre estarei ao teu alcance."

Tito L. P. Chiari